terça-feira, 10 de janeiro de 2012
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Neurónios Enferrujados
Se deseja rentabilizar a sua potência cerebral ou mental, há ainda dois factores a evitar: noites em branco e tabaco.
Noites em branco
Talvez não saiba mas precisamos de dormir não apenas para descansarmos. Como elucida Nelson Lima, «dormir é determinante para que qualquer aprendizagem possa ser elaborada, durante a noite, e passar para outros sistemas da memória. Quem dormir mal tem o processo de memorização muito mais afectado».
Por isso, o ideal é que todas as noites ofereça entre sete a oito horas ao seu «computador central» para que ele possa arrumar informações e libertar espaço para futuros «armazenamentos».
O tabaco
Nunca é demais lembrar que possui contaminantes que afectam as funções cognitivas. A enorme quantidade de substâncias tóxicas que contém, conta Nelson Lima, «prejudica, a nível das trocas celulares, uma boa ligação entre neurónios».
Tenha também presente que as emoções, pois estas interferem na sua performance cerebral. Diz Nelson Lima que «os factores emocionais negativos, como a depressão e a ansiedade, são altamente bloqueadores da cognição, do pensamento, da inteligência». A boa notícia é que a ultrapassagem deste tipo de cenários pode ser beneficiada também pela prática de exercício físico.
Sabias que:
- 100 mil milhões é o número de diferentes tipos de neurónios que possuímos.
- 126 é a quantidade de informações que o nosso cérebro consegue processar por segundo, ou seja, mais de 7500 por minuto.
- 185 mil milhões é o número de dados que somos capazes de processar até alcançarmos 70 anos.
- 5 milhões de células receptoras distribuídas pelo nariz são utilizadas pelo sistema cérebro/mente para distinguir mais de dez mil odores diferentes.
- 20 milhões de livros de 500 páginas é a quanto equivale a nossa capacidade para reter informações, na memória, ao longo da vida.
- 1000 quilómetros é o comprimento que teria de ter a prateleira para guardar os «livros» da nossa memória.
O Papel do Exercício
O dinamismo do nosso cérebro depende da vitalidade do nosso corpo. Assim, o sedentarismo vai promover uma inacção geral do organismo e prejudicar a destreza muscular.
Na prática, «também o cérebro, enquanto órgão, acaba por ser, de alguma forma, danificado pelo sedentarismo. Contrariamente, a prática de exercício físico permite uma maior oxigenação, um melhor trabalho do coração que, por sua vez, vai bombear mais eficazmente o sangue para o cérebro», diz Nelson Lima.
O stress é outro mal do nosso cérebro. Quando extravasa a fasquia considerada necessária e normal, debilita o nosso sistema nervoso, provocando a libertação de substâncias (radicais livres) que vão conduzir a uma diminuição da capacidade do cérebro para se manter em forma.
É importante controlar os níveis do stress. Em vez de ocupar a sua mente com preocupações passe-as para o papel. «Ao fazê-lo não só estamos a libertar a memória de preocupações escusadas como a dar-lhes uma ordem de prioridade», comenta Nelson Lima.
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